Utilizando BPM em Processos de Seguro – Parte I

25, fevereiro, 2010

Como abordei no meu último post, BPM é uma disciplina na qual o principal objetivo é documentar e modelar (ou remodelar) processos de negócio possibilitando que os mesmos possam ser analisados, monitorados e otimizados.

Mas em quais aspectos a utilização do BPM poderá agregar valores em um processo para uma seguradora? Qual a sua real contribuição?

Para exemplificar, vamos imaginar um cenário de um processo de emissão dentro de uma seguradora. Vale lembrar que o processo de emissão inicia-se através de diversos canais de cotação de seguros (kits, sms, portais etc) e é finalizado com a geração da apólice e sua devida disponibilização ao cliente.

Por ser muito longo e por abranger um grande número de aplicativos e profissionais, o processo torna-se propicio a divergências, possivelmente causando falta de rastreabilidade, baixa escalabilidade e informações pouco precisas.

Um dos primeiros passos para utilização da disciplina de BPM basea-se no mapeamento do processo atual. Esta ferramenta gerencial busca um melhor entendendimento dos processos existentes, oferendo uma visão mais nítida para a equipe que esta implantando a filosofia BPM e para os profissionais que executam as rotinas atuais.

O mapeamento também auxilia na visualização dos pontos fortes e pontos fracos do processo, tais como: falhas de integração, retrabalhos, gargalos, excessso ou ausência de documentação, redução de custos etc.

Após esta etapa, inicia-se o trabalho de modelagem para implementação do Mapa dos Processo. Esta ferramenta tem objetivo principal oferecer uma visão única e gráfica do processo e permitir que os profissionais envolvidos entendam a real importancia de suas atividades e como elas se relacionam. Além disso, o Mapa do Processo contribui para a redução do nível de abstração, apresentando como as atividades fluem dentro do processo.

Este conjunto de atividades implementadas e documentadas irão oferecer a visão necessária para responder questionamentos comuns no processo de emissão, como “por que o kit não foi entregue ao segurado?”,”por que as propostas não foram efetivadas?”, ou “as propostas foram integradas no coorportativo?”

A Vayon possui uma solução altamente qualificada para a criação do mapeamento do processo de emissão e para os demais processos de seguro. Trata-se da plataforma on.iProcess uma solução para Gestão de Processos e Governança de TI específica para seguradoras que engloba as ofertas de SOA, BPM e Governança.

No on.iProcess a emissão é inteiramente mapeada, permitindo o cadastro e relacionamento das atividades, profissionais, softwares e fluxos. O mapa do processo de emissão poderá ser construído a partir dos aceladores da plataforma, visando agilidadade na implementação:

macroprocessoemissao2Aceleradores: conjunto de modelos e serviços de Seguros que são utilizados como ponto de partida do processo de implanção do on.iProcess.

Com o processo mapeado no on.iProcess a seguradora ganhará visibilidade no processo de emissão, documentação dinâmica, formalização das atividades e uma visão unificada do processo.

Este é apenas um dos primeiros passos para a utilização da filosofia BPM, pois o on.iProcess permite a realização de uma implantação gradual da disciplina. Porém os resultados já citados serão observados.

Nos próximos posts irei exemplificar como o on.iProcess poderá executar o fluxo do processo de emissão através de um barramento proprietário do on.iProcess, o Gerenciador de Eventos.

Até + !

Vinicius Feltrin

vfeltrin Gestão de Processos, Negócio, Seguros , , , ,

Atrair a Geração Y, um grande desafio das seguradoras

18, fevereiro, 2010

Esta é uma geração pertencente a uma faixa etária que nenhuma empresa especializada em produtos de consumo de massa pode ignorar. Os integrantes da Geração conhecida como Y, ou Geração Digital, nasceram entre os anos 80 e 90. São jovens com idade entre 20 e 30 anos e, de acordo com dados do IBGE/2008, constituem 18,2% da população, cerca de 35 milhões de pessoas. 

Cresceram em uma época de impensáveis avanços tecnológicos, em um dos períodos de maior prosperidade que a humanidade já viveu. Preocupados com o meio ambiente e causas sociais, essa nova geração tem um ponto de vista muito diferente das gerações anteriores.

O jovem típico da Geração Y cresceu fazendo várias coisas ao mesmo tempo. É exigente e impaciente. Adepto de primeira hora da internet, é um usuário que acompanha de perto tudo o que acontece na rede. Ele se informa, não pela imprensa escrita, jornais ou revistas, mas pela web, que usa também para fazer compras e movimentar conta em bancos.

Comunica-se sobretudo pelo Orkut, Twitter e outras redes sociais, como Facebook, a mais bem sucedida delas, com mais de 400 milhões de usuários no mundo inteiro. Pesquisa do Ibope, divulgada em outubro de 2009, mostrou que as redes sociais fazem parte da rotina de 72% das pessoas entre 18 e 24 anos, elas se comunicam mais com os amigos, familia e colegas pela internet do que pessoalmente.

É uma geração com urgência de viver, ávida de inovações, que vê na tecnologia uma grande aliada. Sendo assim, necessita uma atenção especial, diferenciada, para as suas especificidades como nova geração de consumidores.

Para  as seguradoras, os jovens da geração Y representam um grande filão e, ao mesmo tempo, um enorme desafio. Como no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos (onde o mercado de seguros representa 8,7% do PIB) não há a cultura do seguro, o mercado de seguros é desconhecido da maior parte da população brasileira  (o setor representa apenas 3% do PIB, um dos menores percentuais entre os países emergentes), os jovens são um reflexo desta realidade.

Eles não compreendem completamente o que vem a ser um seguro. Tendem a vê-lo como uma obrigação, que consideram confusa, cara e desnecessária.  Muitos sequer sabem que existem outras opções de seguros - além do seguro de automóvel - e nem como podem se beneficiar das inúmeras modalidades oferecidas pelas seguradoras.

Este é, sem dúvida, um grande desafio para o setor de seguros, já de olho nesse segmento do mercado. As seguradoras precisam se adaptar, criar produtos diferenciados, inovar na sua abordagem, usando uma linguagem mais fácil de ser compreendida e criando mecanismos de simplificação dos processos de contratação de seguro e relacionamento com os segurados. Só assim vai atrair estes jovens: educando e ajudando a Geração Y a compreender o valor da proteção pessoal e patrimonial.

Abraços.

Valdemir Navarro

vnavarro Inovação, Inteligência de Mercado, Seguros , , , , , , ,

Corretor pode usar celular para captar propostas de seguros populares

5, fevereiro, 2010

Já falei bastante aqui sobre a viabilização do microsseguro através da plataforma de vendas on.iBusiness, via Short Message Service (SMS). Agora, abordo um tema da maior relevância para o corretor/microcorretor: o uso da plataforma e do celular (SMS/Torpedo) para a venda do seguro popular ou massificado e os muitos benefícios desta operação.

Como ocorre a captação de seguros populares ou massificado através do corretor/microcorretor fora do seu ambiente de trabalho?

Imagine o seguinte cenário de negócio: o corretor frequenta uma entidade/comunidade religiosa do qual faz parte. De posse do catálogo de produtos de seguros, previamente enviado pela companhia seguradora, passa a ofertar os benefícios do seguro de acidentes pessoais aos frequentadores dessa entidade/comunidade.

Bem, como se dará a captação dos dados do proponente?

 

1.     Com lápis e papel na mão? Além de ser um meio lento, poderá ocorrer possíveis erros de digitação no sistema da companhia seguradora, inviabilizando a venda.

 

2.     Com o notebook? Essa possibilidade trará custos elevados à operação, além, de ser perigoso a utilização desse meio em ambientes públicos e da dependência de um sistema off-line.

 

3.     Com um sistema instalado no celular do corretor? A instalação em diversos tipos de celulares pode dificultar a utilização do sistema, devido aos diversos tipos de aparelhos e sistema operacional instalado nos mesmos, além, da dificuldade em operação devido aos minúsculos teclados; imagine você digitando todos os dados pessoais do propronente.

 

Os exemplos acima demonstram como pode ser oneroso a captação de seguros populares pelos meios conhecidos (formulário em papel, notebook, sistema mobile).

Vamos ver esse cenário de negócio na plataforma de vendas on.iBusiness:

O corretor/microcorretor de posse de seu celular, ou de um aparelho oferecido pela companhia seguradora, envia um mensagem de texto (SMS/Torpedo) simplesmente com o CPF do proponente e o código da campanha do produto e, a partir daí, a plaforma on.ibusiness inicia o processo de aceitação do seguro.

O CPF ajuda em muito a simplificar todo o processo de captação e aceitação, porque através dele é possível obter todos os dados necessários do cliente, como data de nascimento, filiação, endereço, etc. Tendo em mãos os dados, a central de atendimento entra em contato com o cliente, apenas valida as informações, obtem outras informações pertinentes como, por exemplo, dados para cobrança e efetiva a contratação do seguro. 

Como se vê, o processo de captação pelo corretor/microcorretor em ambientes que não sejam o seu escritório é extremamente simples, eficaz e oferece total segurança.

Outras possibilidades

Além de possibilitar a venda de seguros massificados, a utilização da plataforma on.ibusiness, via SMS/torpedo, facilita em muito a vida do corretor, porque dá a ele uma série de outras possibilidades. Ele pode, por exemplo, solicitar saldo de comissão, acompanhar subscrição, acompanhar sinistros e status de campanha de venda, entre outros.

 

Até!

Wladimir Chinchio

 

wchinchio Inovação, Massificados, Microsseguros , , , , , ,

Microsseguros, como viabilizar? - parte 3

13, janeiro, 2010

Em meu último post sobre como viabilizar a venda de microsseguros, eu detalhei alguns cenários de captação de seguros através da plataforma de vendas on.iBusiness, via Short Message Service (SMS). Após este post eu recebi alguns emails questionando como minimizar a fraude no momento da venda.

Neste post irei abordar um cenário com controle de qualidade habilitado, onde a confirmação da compra é efetuada por um atendente que entra em contato com o proponente para verificar e validar e confirmar a compra.

Cenário – Correio [Campanha Carona]:

¨ Parceiro: Operadora de Telefonica Celular

¨ Canal: Correio [Campanha Carona]

¨ Meio de Captação: SMS

¨ Produto configurado no on.iBusiness:

produtoprotecaopessoal1

¨ Campanha configurada no on.iBusiness:

campanhaprotecaopessoal

Um vez recebida a camapanha-carona o cliente pode contratar o seguro enviando um sms com o código do plano desejado, a partir deste momento o on.iBusiness recebe a mensagem, identifica o cliente atráves do número do celular e inicia o processo de emissão:

1. Identificação do Campanha e Cliente:

a. O código do plano identifica qual é a campanha de venda, produto, plano e canal que o cliente escolheu.

b. O número do celular identifica qual é o cliente.

2. Processo de Subscrição:

Verificação dos critérios de aceitação do seguro e geração dos controles técnicos.

3. Controle de Qualidade:

O on.iBusiness permite que seja configurado na campanha, a exigência ou não do controle de qualidade. Em campanhas em que o controle de qualidade ativado, após o processo de subscrição a solicitação de seguro do cliente entra em uma “fila” para que um atendente entre em contato com o cliente e valide a contratação que está sendo feita.

Fila de Controle de Qualidade - on.iBusiness:

controledequalidade

4. Emissão:

Após a aceitação e confirmação com o cliente, é efetuada a emissão do certificado.

5. Envio da confirmação e número do certificado:

Após a emissão é enviada ao cliente uma mensagem de confirmação com o número do certificado emitido.

6. Recorrencia de cobrança:

Apuração dos clientes com certificados ativos e envio da cobrança na fatura de energia.

Conclusão:

A captação do seguro via SMS com a habilitação do controle de qualidade é uma cenário viável para garantir a segurança da venda e operacionalizar ofertas de produtos de microsseguros através de modelos de parcerias com concessionárias públicas ou agentes de microsseguro.

Por enquanto é isso.

Até!

Wladimir Chinchio

wchinchio Inovação, Microsseguros, Seguros , , , ,

Microsseguros, como viabilizar? – parte 2

11, dezembro, 2009

Como abordei em meu primeiro post, a distribuição de microsseguros é uma limitação chave para a extensão da oferta de seguros para o mercado de baixa renda. Os canais de distribuição tradicionais são de maneira geral onerosos e intimidante para clientes de baixa renda.

Neste post irei abordar alguns cenários em que a utilização da plataforma de vendas Vayon Insurance Business viabiliza a captação e cobrança de microsseguros através da utilização de Short Message Service (SMS) o que proporciona eficiência na captação dos dados e consequentemente baixo custo operacional.

Canais para distribuição de microsseguros e fluxo de emissão:

Visão geral da integração do canais e meios de captação com a plataforma

Cenário 1 – Correio [Mala Direta]:

Hennie Bester, da The Centre of Financial Regulation & Inclusion (Cenfri), apresentou para a Susep na última sexta-feira(04/12/2009), um estudo sobre o potencial do mercado de microsseguro no Brasil, em que 98% do público alvo de microsseguros possui energia elétrica em suas residências.

Tendo este número em mente as seguradoras podem utilizar das parcerias já existentes com as concessionárias de energia elétrica para oferecer produtos de microsseguro aos clientes das concessionárias de energia, com um custo de captação 90% mais baixo do que uma captação efetuada por call center, vamos ver como isto funciona.

Vamos detalhar este cenário:

¨ Parceiro: Concessionária de Energia Elétrica

¨ Canal: Correio [ Mala Direta] - Envio de prospecto da campanha juntamente com a conta de energia

¨ Meio de Captação: SMS

¨ Produto configurado no on.iBusiness:

produtocasaprotegida

¨ Campanha configurada no on.iBusiness:

campanhacasaprotegida

¨ Modelo do prospecto:

modelocampanhacasaprotegida_2

A partir do recebimento do prospecto da campanha o cliente pode contratar o seguro enviando um sms com o código do plano desejado + número da instalação (código único na concessionária), a partir deste momento o on.iBusiness recebe a mensagem do cliente e inicia o processo de emissão:

1. Identificação da Campanha e Cliente:

a. O código do plano identifica qual é a campanha de venda, produto, plano e canal que o cliente escolheu.

b. O código da instalação identifica qual é o cliente. ( Vale ressaltar que essa identificação poderá ser efetuada pelo número de celular que está enviando a mensagem. )

2. Processo de Subscrição:

Verificação dos critérios de aceitação do seguro e geração dos controles técnicos.

3. Controle de Qualidade:

O on.iBusiness permite que seja configurado na campanha, a exigência ou não do controle de qualidade. Em campanhas em que o controle de qualidade é ativado, após o processo de subscrição a solicitação de seguro do cliente entra em uma fila para que um atendente entre em contato com o cliente e confirme a contratação que está sendo feita.

4. Emissão:

Após a aceitação e confirmação com o cliente (se for o caso), é efetuada a emissão do certificado.

5. Envio da confirmação e número do certificado:

Após a emissão é enviada ao cliente uma mensagem de confirmação com o número do certificado emitido e outras informações pertinentes.

6. Recorrência de cobrança:

Apuração dos clientes com certificados ativos e envio da cobrança na fatura de energia.

Cenário 2 – Agente:

Um dos pontos que está sob análise em relação ao marco regulatório de microsseguros é a criação do agente de microsseguros. O obetivo é que vendedores residenciais (modelos de avon, natura, yakult entre outros), possam integrar a rede de distribuição (isso mesmo, esses agentes poderão ter em mãos um “catálogo” de ofertas de microsseguro), ou seja, eles serão registrados junto a Susep e poderão se vincular a seguradoras para oferecer produtos de microsseguros. Se tomarmos como base o cenário acima, em que produtos são oferecidos aos clientes da concessionária de energia elétrica via campanha-carona, o agente pode ter o papel de promover a continuidade desta oferta, com o diferencial de poder explicar e assessorar o cliente em relação ao seguro que está sendo oferecido.

Também no caso do agente, a aquisição do seguro pode ser efetuada pelo celular via SMS, só que neste caso, com o celular do próprio agente, que já estará habilitado pela seguradora para efetuar as solicitações de compra.

O fluxo da compra do seguro é muito próximo ao cenário anterior, com adicional de dois pontos:

  • Agente oferece produto ao cliente:

Uma vez habilitado pela Susep e vinculado a uma seguradora, o agente passa a oferecer produtos de microsseguros as pessoas de sua comunidade.

  • Envio de Solicitação via SMS:

O cliente escolhe o produto e o agente envia de seu celular o SMS de solicitação, informando código da campanha e número de instalação do cliente junto a concessionária de energia elétrica.

A partir deste momento o processo é bem parecido com o cenário anterior:

1. Identificação do Agente:

O número do celular identifica qual agente está enviando a solicitação.

2. Identificação da Campanha e Cliente:

a. O código do plano identifica qual é a campanha de venda, produto, plano e canal que o cliente escolheu.

b. O código da instalação identifica qual é o cliente.

3. Processo de Subscrição:

Verificação dos critérios de aceitação do seguro e geração dos controles técnicos.

4. Controle de Qualidade:

O on.iBusiness permite que seja configurado na campanha, a exigência ou não do controle de qualidade. Neste caso, como a solicitação foi feita por um agente (e esse agente foi identificado pelo sistema) o on.ibusiness poderá ir direto para o processo de emissão sem passar pelo controle de qualidade.

5. Emissão:

Após a aceitação e confirmação com o cliente, é efetuada a emissão do certificado.

6. Envio da confirmação e número do certificado:

Após a emissão é enviada ao agente uma mensagem de confirmação com o número do certificado emitido.

7. Recorrência de cobrança:

Apuração dos clientes com certificados ativos e envio da cobrança na fatura de energia.

Conclusão:

A captação do seguro via SMS é um alternativa viável e de baixo custo para operacionalizar ofertas de produtos de microsseguros através de modelos de parcerias com concessionárias públicas ( no cenário acima falamos de concessionária de energia, mas podemos aplicar o modelo a telefonica, saneamento, gás) ou agentes de microsseguro.

Sem falar na possibilidade de integração com outros mecanismos de marketing, como por exemplo calendários promocionais (sim, a companhia pode entregar calendários em que cada mês expõe um tipo de proteção que pode ser contratada via SMS), mas isso é assunto para outros posts.

Por enquanto é isso.

Nos próximo post irei detalhar outros cenários e meios de captação.

Até!

Wladimir Chinchio

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Importância da Governança de TI para seguradoras

7, dezembro, 2009

Visão Empresarial

Cada dia que passa a tecnologia da informação torna-se uma peça chave no negócio de qualquer seguradora.

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A informação rápida e precisa é frequentemente critica para a estratégia e em muitos casos é o principal diferencial competitivo entre as diversas seguradoras no mercado.

A partir da informação, os gestores das seguradoras tomam decisões. Decisões que muitas vezes requererem mudanças na maneira que os negócios são realizados e nos sistemas que suportam o negócio.

Temos uma forte relação entre TI e o Negócio!

Mesmo sabendo desta relação, os problemas de comunicação entre as áreas são freqüentes. TI não entende o negócio e o negócio não entende a TI. Isto aumenta os conflitos e faz que muitas iniciativas fracassem não proporcionando os resultados esperados pela alta direção das seguradoras.

Para melhorar a comunicação, proporcionar melhores resultados e prover um alinhamento entre áreas dos objetivos estratégicos definidos, surge a Governança de TI.

Governança de TI

Definição

A Governança de TI tem como objetivo prover um conjunto de estruturas e processos para auxiliar a área da tecnologia da informação a suportar e maximizar adequadamente os objetivos e estratégias de negócio da organização, adicionando valores aos serviços entregues, balanceando os riscos e obtendo o retorno sobre os investimentos realizados em TI.

Áreas de Foco da Governança de TI

O ITGI através do guia COBIT 4.1 define 5 áreas de foco da Governança de TI. São elas:

RAMOS DE ATUAÇÃO

Alinhamento Estratégico

A alta direção da empresa traça e guia o alinhamento estratégico entre o negócio e a TI.

Entrega de Valor

Refere-se a preposição de valor pelos ciclos de entregas. A área de TI deverá garantir que cada entrega esteja alinhada com a estratégia da empresa e com a expectativa dos stakeholders da área de negócio.

Gerenciamento de Riscos

O gerenciamento de riscos está diretamente ligado à boa governança e envolve, entre outras coisas, a identificação de riscos sistêmicos, tecnológicos e da informação na gestão de serviços de TI bem como nos projetos executados pelas áreas funcionais da empresa.

Gerenciamento de Recursos

Um item chave para proporcionar melhores resultados é o investimento otimizado no uso e alocação de recursos de TI (pessoas, aplicações, tecnologia e informação) no atendimento das necessidades da organização.

Monitoramento de Performance

O Monitoramento de performance tem como foco acompanhar a entrega dos projetos e monitorar os serviços de TI através de KPI´s.

Principais Benefícios

- Visão Unificada dos processos de negócio da empresa.

- Alinhamento de expectativas entre TI e negócio.

- Priorização correta dos projetos de TI.

- Definição clara de papéis e responsabilidades.

- Melhores resultados nas entregas realizadas por TI.

- Melhora na comunicação e alinhamento de objetivos corporativos entre TI e negócio.

- Visibilidade e transparência nas ações de TI.

- Redução do TCO.

- Riscos identificados e gerenciados.

- Melhora da imagem de TI junto a área de negócio.

Conclusão

Quebra Cabeça TI e Negócio

A Governança de TI alinha e propaga um entendimento comum das estratégias da seguradora entre o negócio e a TI. A partir do momento que TI entende o negócio e o negócio entende a TI, os conflitos diminuem, os resultados das iniciativas de TI passam a ter resultados mais expressivos e a seguradora se mantém cada vez mais viva e competitiva no mercado.

Nos próximos artigos abordarei outras questões relacionadas a Governança de TI dentro das seguradoras.

Até a próxima.

[]’s

Renato L. Giuliana, PMP

rgiuliana Governança

BPM em uma abordagem simples

1, dezembro, 2009

Quando iniciei as minhas pesquisas sobre BPM tive uma enorme dificuldade para compreender o seu real conceito. Todos falavam sobre uma nova abordagem para gerenciar processos de negócio, mas a sua real necessidade ainda era muito obscura. Mas mesmo assim, todos queriam BPM! Em algumas visitas a seguradoras, alguns gerentes ou até mesmo diretores de TI nos questionavam: como instalamos um BPM ? Onde ele é comercializado?

Ouvindo estas perguntas na época percebi que não estava sozinho.

Embora o assunto seja muito vasto, vou abordá-lo da maneira mais simples possível.

Ainda que a sigla BPM possua diversas acepções, a definição relacionada a gerenciamento de processos de negócio, significa Business Process Management.  BPM não é um software e sim uma disciplina na qual o principal objetivo é documentar e modelar (ou remodelar) processos de negócio de uma determinada seguradora. Esta disciplina possibilita que processos (Emissão, Sinistro, Comissão, Cobrança etc) possam ser analisados, monitorados e otimizados, permitindo a criação de um cenário em que seja possivel relacionar pessoas e infra-estrutura (software e hardware).

A implantação de BPM para gerir um ou vários processos é realizada através de exercícios interdisciplinares, pois envolve profissionais de todas as áreas: chefes de departamento, analistas de sistemas e negócio, executores de atividades cotidianas, gerentes e diretores que supervisionam e gerenciam. E normalmente um profissional que possua expertise para gerir o processo de BPM, o arquiteto de processos.

Para a automatização de um BPM é necessária a utilização de ferramentas específicas de TI, os BPMS (Business Process Management System) que implentam a gestão do processo de negócio, permitindo os principios básicos da disciplina, como a execução, controle e monitoramento de processos. Em outras palavras BPMS são as ferramentas que apoiam a implementação de BPM.

Agora vamos voltar para o início do post e responder aqueles questionamentos iniciais.

Como instalamos um BPM? o BPM não é instalado, pois não trata-se de um software. A implantação de um BPM é concretizada quando a filosofia de gestão de processos é aplicada a uma ou diversas atividades da companhia.

Onde ele é comercializado? O BPM não é comercializado fisicamente e sim o seu conceito que é aplicado. O que são comercializadas são as ferramentas BPMS.

Nos próximos posts irei exemplificar como a utilização do BPM pode melhorar os processos de negócio de uma seguradora.

Bom, espero que tenha compreendido um pouco mais sobre BPM!

Até + !

Vinicius Feltrin

vfeltrin Gestão de Processos, Governança, Inovação ,

Microsseguros, como viabilizar?

27, novembro, 2009

Deixando de ser o tema da moda de congressos, para ser o destaque nos planos estratégicos das seguradoras,  o tema microsseguros está em evidência e o mercado aguarda anciosamente pela regulamentação e aprovação do projeto de lei 3266, pois independente de questões sociais(que já é muito coisa) este é um mercado de 100 milhões de pessoas e  que pode  acrescentar R$ 50 bilhões em prêmio(segundo estimativas do governo federal), ou seja, tem muita companhia interessada em desenvolver produtos para este mercado,  mas, neste momento, surge a questão fundamental: “Como viabilizar a captação e cobrança desses seguros?“.

Visando solucionar alguns dos problemas identificados em relação a captação e cobrança, a Vayon, desenvolveu uma solução que permite que o processo de compra do microsseguro seja iniciado por um simples envio de SMS, ou seja, a partir do celular em nome do segurado, toda a operação de compra do microsseguro poderá ser realizada. Isto é, o usuário de um aparelho celular envia uma mensagem de texto para a seguradora, que anteriormente terá fechado uma parceria com a empresa de telefonia celular para ter acesso a informações do usuário. Depois disso, inicia-se o processo de aceitação do microsseguro propriamente dito, que poderá ser contratado automaticamente ou ser desviado ao call-center da seguradora, para se obter informações adicionais do segurado ou prestar-lhe esclarecimento sobre o produto.

A cobrança, no caso de linha pós-paga, se dará via conta telefônica do proprietário da linha ou pelo débito de créditos para usuários de pré-pago. Se o futuro segurado preferir, a cobrança do microsseguro poderá ser feita na conta de luz ou de água.

Trata-se de uma tecnologia que tem como objetivo reduzir os custos para viabilizar o microsseguro, utilizando canais de distribuição e cobrança de baixo custo e com alta capilaridade.

Nos próximos posts irei detalhar os cenários e formatos de utilização.

Por enquanto é só! Até o próximo post.

Wladimir Chinchio

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